segunda-feira, 20 de junho de 2011

uma lágrima verde [ou... da tristeza e do alívio]



eu acordava e via essa árvore todos os dias dos últimos seis anos da minha vida. hoje foi a última vez. em mais algumas horas, ela não existirá mais. dá uma tristeza, porque é menos uma árvore na selva de pedra em que está se transformando Belo Horizonte. ao mesmo tempo, é um alívio. toda vez que vinha uma tempestade de água e vento, me gelava o coração de medo que ela não suportasse e caísse em cima da minha casa ou da casa de algum vizinho. seria um estago sem precedentes. a pobre estava condenada há alguns anos. segundo especialistas da prefeitura, está quase toda morta por dentro, fraca pra se sustentar desse tamanhão todo. isso tudo me faz refletir mais uma vez sobre a arborização de Belo Horizonte. lá no passado, quem comandou o plantio das árvores da cidade não imaginou que a capital mineira cresceria tanto. a rede elétrica cada vez maior, as calçadas cada vez mais estreitas. as imponentes árvores já não cabem mais no espaço urbano, foram espremidas pelo concreto. quero a minha rua verde de novo. só me resta agora pesquisar e batalhar para que sejam plantadas novas árvores, menorzinhas e que não sejam risco, só beleza, sombra, ar puro.

1 comentários:

Lucio Mikayah disse...

É o princípio da seleção não natural, agora as árvores fracas devem sobreviver...pra o bem do animal humano!