faz dois dias que estou evitando ver o vídeo em que a tal enfermeira Camilla Corrêa Alves de Moura Araújo dos Santos espanca até a morte um yorkshire em Goiás. não consigo ver tanta brutalidade, isso me adoece. sei exatamente qual é a realidade dos animais no Brasil: são vítimas de todo tipo de violência e não existe uma lei de verdade que coiba essas barbaridades. tenho acompanhado toda a repercussão do caso de Goiás, mas sem assistir ao vídeo. só de ler os relatos, já me dá vontade de que a assassina tenha o mesmo fim. olho por olho, dente por dente. mas não podemos descer ao nível dela. o que temos que lutar, como sociedade, é que as autoridades não deixem mais essa crueldade passar batida. a certeza de impunidade para os agressores é tanta que a agressora não se intimida diante todas as manifestaões nas redes sociais. em seu perfil no Twitter [@CamilaCdemoura], ela postou agora há pouco: "tem até abaixo assinado rolando aí ? de nada vai adiantar, acorda gente!". não bastasse, em sua biografia no microblog ela se descreve: "sou uma pessoa tranquila, amo meu maridão, meus filhos e meus cachorrinhos. enfermeira por amor". se ela amar tanto seu "maridão" e seus filhos [um deles, de três anos, assistiu à barbárie], como ama os "cachorrinhos", eles estão lascados. logo mais veremos por aí vídeos em que as crianças e o "maridão" na mesma situação que o pobre yorkshire. ou até pacientes. para mim, quem agride um bichinho indefeso é capaz de fazer o mesmo com uma pessoa. quem não respeita uma forma de vida, seja ela qual for, não respeita nenhuma.
toda a mobilização na internet tem feito as autoridades se mexerem. não devemos parar de repercutir esse caso. ele pode ser emblemático no sentido de avançar a legislação em proteção aos animais. a Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente (DPCA) afirma que vai não somente participar da investigação sobre a morte do yorkshire como também vai investigar violência contra os filhos de Camilla Corrêa. nas palavras da delegada-geral da Polícia Civil de Goiás, Adriana Accorsi, a atitude da mulher leva à suspeita de que a criança também tenha sido vítima de agressões. “há uma violência psicológica que já está comprovada a partir desse vídeo, o que é um agravante no crime contra a criança. eu acredito que tanta violência não pode ser fortuita ou isolada”, afirma a delegada.
portanto, não vamos deixar esse caso de lado. guardem esse rosto, esse sorriso falso. guardem esse nome: Camilla Corrêa Alves de Moura Araújo dos Santos. guardem esse CPF: 011.733.781-11. guardem esses telefones: (061) 3642-4213, (061) 8198-1552. guardem esse IP: 189.114.47.43. guardem esse perfil no Twitter: @CamilaCdemoura. e denunciem. denunciem agora, denunciem sempre, denunciem qualquer caso de violência contra os animais, contra pessoas, contra a vida como um todo.
e não adianta só fazer vídeos e postar na internet. ao contrário do que fez a pessoa que registrou essa agressão, grite, chame a polícia na hora, bata na porta. a tragédia teria sido menor se tivesse havido uma postura corajosa de quem presenciou a cena. não dá para ficar parado com uma câmera ligada enquanto a violência corre solta.
sempre lembro Mahatma Gandhi: "a grandeza de uma nação pode ser julgada pelo modo que seus animais são tratados".
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